
Porque tomas decisões?
E quando as tomas, porque tomas aquela decisão?
Hoje vi-me confrontada com o dilema.
Todos tomamamos decisões todos os dias a todos os momentos. Ás vezes sem pensar, outras vezes com dias e dias de introspecção pessoal.
Comecei este texto com o pensamento "e se" na cabeça...
E se tivesse comido a sandes especial na casa das sandes em vez de comer a club?
E se tivesse escolhido carne em vez de vegetariana ao jantar?
As decisões mais básicas da vida podem não fazer diferença nenhuma nos acontecimentos seguintes, ou podem até mudar por completo todos os nossos momentos vividos a partir daquela decisão em particular.
"Hoje decidi" é uma expressão mais potente que alguém pode sequer pensar.
Há uma frase da física que diz algo como qualquer objecto em movimento no espaço tem impacto físico ou não em qualquer outro objecto nesse dado espaço.
Desta forma, uma decisão que uma pessoa arbitária qualquer tomar em qualquer parte do mundo pode vir a ter consequências em relação a mim ou a ti. E quem nos diz que foi uma decisão pensada?
Quando Hitler decidiu "criar" a raça ariana, será que sabia a intensidade com que essa decisão atingiria o mundo? De tal forma que ainda hoje qualquer pessoa no mundo quando se quer referir a alguém que impõe as suas decisões nos outros sem ter em conta os sentimentos seja de quem for que não sejam os seus é generalizada de "Hitler", como se o seu nome fosse agora tratado como um adjectivo negativo atirado a outra pessoa.
Nada nem ninguém no mundo nos pode garantir que Hitler sabia que o que fez era errado aos olhos do mundo. Tal como ninguém nos pode garantir que se calhar estamos nós todos errados e ele sim, era a pessoa mais certa.
Neste último pensamento, a sua decisão foi a mais correcta alguma fez tomada, e por todo o mundo foi impedida.
Acho que a frase pergunta a se fazer aqui é: "Como sabes que a decisão que tomas é a mais certa?"
Muita gente responderia "fácil, não sabes", que é por si a resposta mais fácil que alguém me poderia dar. No entanto, se pudesses assistir a todos os "universos paralelos" a ti em que tomaste decisões diferentes da tua vida actual, será que existiria o universo "totalmente correcto"?
E será que esse universo tão certo seria apenas certo para ti ou certo para todos? Ou talvez até para os outros e nunca para ti...
Dessa forma poderiamos dizer que a pessoa egoísta escolheria o universo certo pa si, fosse-o ou não para os outros, a altruísta escolheria o universo certo para os outros fosse-o ou não também para si. E a pessoa verdadeiramente altruísta, chamem-lhe Madre Teresa de Calcutá, ou Budha, ou qualquer outro nome de pessoas mundialmente conhecidas que tiveram actos (ou chamamos-lhe decisões?) de verdadeiro altruísmo, escolheria aquele que seria certo para outros embora soubesse que não seria certo para si.
O facto de esta escolha em si já se tornar uma decisão, torna todo este pensamente um bocado mais confuso, pois implica que a decisão que tomamos em relação ao universo no qual queremos entrar acaba por criar outros universos em que a nossa decisão foi diferente e por aí adiante... Entramos num ciclo infinito que nunca mais acabará.
Voltando portanto às decisões tomadas por cada pessoa no seu dia a dia, certas ou erradas ou até inofensivas.
Lembro-me de ver uma vez um desenho animado qualquer, o qual possivelmente pouca gente conhece, uma personagem que dizia qualquer coisa como o seguinte: em qualquer ponto da tua vida, em qualquer minuto, em qualquer segundo tu tens uma decisão a tomar. E tens sempre escolhas. Estas podem ou não agradar-te, mas a verdade é que tens sempre escolhas, daí teres sempre uma decisão a tomar.
Este tipo de pensamento fez-me lembrar daquelas pessoas que dizem sempre "eu não tive escolha", ora se pensarmos bem, temos sempre escolha. Vamos ver um caso hipotéticos:Tens um prazo de entrega dum trabalho a aproximar-me, e em vez de ires sair e divertires-te, decides ficar a estudar. Quando os teus colegas resmungam por não saíres com eles, tu respondes "não tive escolha", já que o trabalho tinha que ser entregue.
Ora o trabalho náo tinha que ser entregue, tu querias entregar o trabalho. E tu até podias querer sair com os teus amigos, mas querias ainda mais entregar o trabalho e por isso ficaste a estudar.
Logo, tu tiveste uma escolha, uma decisão.
Dizes que não,mas a verdade é que sim, tiveste.
Só porque todas as outras opções não te agradaram, não quer dizer que não tivesses escolha. Escolha tens sempre.
Agora fazendo um pequeno apanhado do que escrevi em cima, digo:
Temos sempre, e a todo o momento da nossa vida decisões a tomar.
Para tomar essas decisões são-nos dadas variadas hipóteses, as quais a maioria das vezes nunca nos apercebemos de quantas e quais são ao certo.
Essas hipóteses podem ou não agradar-nos, mas existem.
Essas decisões podem ou não ser as mais certas, mas são tomadas.
E ainda podem ou não ser certas para nós ou para quem nos rodeia ou para ambos.
Sabendo isto tudo, quero apenas dizer que louvo e admiro aquelas pessoas que no momento crítico souberam tomar a melhor decisão. E mais, manter-se a ela! Não se desculpando, com desculpas que não existem. Não voltando a palavra atrás. E nunca desejando ter tomado outra decisão.
Todas as minhas decisões têm impacto em mim e nos outros. Sabendo isso, tomo-as todas com o maior cuidado com que sei.
Se magoei alguém com alguma decisão que tomei? É possível.
Se me magoei com alguma decisão que tomei? É verdade.
Mas as decisões estão lá, e têm que ser tomadas.
Quero por fim acrescentar, que comentários não serão necessários já que este texto não tem conteúdo nenhum. São apenas divagações de alguém que desejava poder voltar atrás para tomar decisões diferentes das que tomou, e por outro lado agradece não poder voltar atrás, já que todas as decisões que tomou a ajudaram a crescer mais e mais. Fosse positiva ou negativamente.

Pensamentos randomizados....
k&h
Ni
1 comentário:
És gorda.
Até podes estar certa (e estás) mas és gorda na mesma.
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